O fundo imobiliário HGCR11, sob gestão da Pátria Investimentos, divulgou ao mercado seu relatório gerencial referente ao mês de julho, com resultado de R$ 15,789 milhões, o que corresponde a uma leve queda de 6,60% em relação ao mês anterior, quando apurou R$ 16,905 milhões.
No geral, a receita total do período foi de R$ 16,361 milhões, frente às despesas que somaram R$ 1,021 milhão. Enquanto o resultado distribuível foi de R$ 1,02 por cota.
Diante desse desempenho, o fundo realizou a distribuição de R$ 1,00 por cota em dividendos no dia 14 de agosto, o que representa um crescimento de 5,26% em comparação ao pagamento anterior, de R$ 0,95 por cota.
Tiveram direito aos proventos os investidores com posição no HGCR11 em 31 de julho, data de corte. Desde 1º de agosto, as cotas passaram a ser negociadas na condição “ex-direitos”.

Futuros dividendos do HCGR11
A gestão informou que planeja manter esse patamar de distribuição no terceiro trimestre de 2026 (3T26), com espaço para um novo aumento no quarto trimestre (4T26).
Para isso, o fundo poderá utilizar a reserva acumulada, que fechou o mês em R$ 0,69 por cota, somada ao saldo de inflação de R$ 1,62 por cota, totalizando R$ 2,31 por cota.
Com base na cotação de R$ 94,08 no fechamento de julho, o dividend yield (rendimento de dividendo) do pagamento de agosto foi de 1,06%. No acumulado de 12 meses, o rendimento do HGCR11 é de 12,8%.
Além disso, a média de distribuição dos últimos 12 meses ficou em R$ 0,98 por cota, com o fundo distribuindo R$ 0,95 de janeiro a junho e elevando o valor para R$ 1,00 a partir de julho. A base de cotistas encerrou o mês com 104.221 investidores.
Vale lembrar que, conforme a legislação vigente, os dividendos de fundos imobiliários como o HGCR11 permanecem isentos de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas, o que eleva a atratividade do segmento.
Situação da carteira
No fechamento de julho, o HGCR11 contava com 97,4% do patrimônio líquido alocado, sendo 89,1% em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e operações estruturadas, e 8,3% em FIIs.
Sua carteira de crédito estava composta por 44 CRIs e quatro operações estruturadas, com rentabilidade média ponderada de IPCA + 10,4% ao ano (equivalente a 16,2% ao ano), prazo médio de 3,6 anos e spread médio de 2,0% ao ano.
No período, o fundo imobiliário aumentou em R$ 2,3 milhões a posição no CRI JFL Lorena, a IPCA + 10,51% ao ano, e alienou parte do CRI GPA RBVA, no montante de R$ 5,5 milhões, operação que gerou um prejuízo contábil de R$ 0,04 por cota.
Por fim, a gestão reclassificou o segmento residencial em financiamento à construção e estoque, buscando conferir maior clareza à análise de risco do portfólio do HGCR11.
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