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Dividend yield 12 meses
Soma dos rendimentos por cota pagos nos últimos 12 meses, dividida pela cotação atual.
Amortização não entra na conta: devolver capital ao cotista não é rendimento, e somá-la infla o indicador. Resultados acima de 30% ao ano são tratados como artefato de método (provento extraordinário, desdobramento ou erro de série) e ficam vazios em vez de publicados — preferimos não mostrar a mostrar um número que não se sustenta.
Dividend yield do mês
Último rendimento por cota dividido pela cotação atual.
É a foto de um mês, não uma taxa anual. Multiplicar por 12 supõe que o fundo repetirá exatamente a mesma distribuição, o que raramente acontece.
P/VP
Cotação dividida pelo valor patrimonial por cota do último informe mensal.
O numerador é de hoje e o denominador é da última competência publicada — pode haver até um mês de distância entre os dois. A competência usada fica escrita ao lado do número.
Patrimônio líquido
Valor declarado pelo fundo no informe mensal (ativos menos passivos).
Não confundir com valor de mercado, que é a cotação multiplicada pelo número de cotas. Os dois aparecem separados na página justamente porque medem coisas diferentes.
Retorno sobre imóveis
Rendimentos por cota distribuídos nos últimos 12 meses, multiplicados pelo número de cotas emitidas, divididos pelo valor dos imóveis de renda acabados declarados no último informe mensal à CVM.
Este indicador é NOSSO e não é o cap rate divulgado pela gestora — os dois medem coisas próximas e não iguais, e comparar um com o outro dá diferença. Cap rate parte da receita operacional líquida do imóvel, e nenhum informe público da CVM traz receita de aluguel em reais: o informe trimestral publica apenas a fatia de cada imóvel na receita, em percentual, e a demonstração de resultado só aparece nas demonstrações financeiras anuais. Por isso o numerador aqui é o que o fundo DISTRIBUIU, e não o que os imóveis renderam. Três consequências: despesas do imóvel não são descontadas; fundo alavancado aparece mais alto, porque o denominador é o imóvel pelo valor cheio e parte dele pode estar financiada; e venda de ativo infla a distribuição do período, que puxa o indicador para cima uma vez só. Fundos de papel e fundos de fundos ficam vazios em vez de zero: eles não têm imóvel de renda, e zero diria "tem imóvel que não rende", que é afirmação diferente de "não se aplica".
Vacância física e financeira
Física: área desocupada sobre a área locável total. Financeira: receita não realizada sobre a receita potencial.
Dado trimestral: pode estar até três meses defasado em relação à operação do fundo. Fundos de papel não têm vacância, e o campo fica vazio em vez de zero — zero diria "totalmente ocupado", que é afirmação diferente de "não se aplica".
Liquidez diária
Volume financeiro negociado no pregão, em reais.
Volume alto com cotação parada costuma indicar preço de referência, não negociação real. Quando isso ocorre, a página sinaliza em vez de tratar o número como preço de mercado.
CDI
Taxa básica de juros vigente (Selic meta) menos 0,10 ponto percentual ao ano.
É uma aproximação, e não a apuração diária da B3. A série pública a que o portal tem acesso é a da taxa básica — ela anda em degraus redondos e muda na data das reuniões do Copom —, e o CDI roda historicamente cerca de 0,10 ponto percentual abaixo dela. O desconto é aplicado sobre a taxa de cada dia, e não sobre a curva acumulada, porque é a taxa diária que difere. Para conta que dependa do CDI exato — um CDB no vencimento, por exemplo — vale o número apurado pela B3, não este.
Quais fundos o portal publica
Fundos imobiliários e Fiagro listados que negociam ao menos R$ 20.000 por dia em volume financeiro.
O piso de liquidez é deliberado: abaixo dele, cotação e indicadores derivados dela deixam de descrever um mercado e passam a descrever um punhado de negócios isolados. Fundos listados fora do corte existem — apenas não têm página própria aqui.
Com que frequência os dados mudam
Cotações a cada 5 minutos durante o pregão para os fundos mais líquidos e a cada 30 minutos para os demais; proventos e cadastro uma vez por dia; informes conforme a CVM os publica.
Nenhum número desta página é tempo real. Cada bloco carrega o horário da última coleta, e quando a fonte falha o portal serve o último dado bom marcado como defasado, em vez de mostrar a tela vazia.
Por que alguns fundos aparecem sem dividend yield
O portal não publica dividend yield de 12 meses acima de 30% ao ano. O campo fica vazio, com a origem escrita, em vez de exibir o número calculado.
O limite existe por causa de um caso concreto. Um fundo distribuiu R$ 731 por cota em doze meses sobre uma cota de cerca de R$ 281 — o que daria um yield de 259%. Só que R$ 259 daquilo não era rendimento: era amortização, o próprio dinheiro do cotista voltando, porque o fundo estava devolvendo capital. Somar as duas coisas publica um número que qualquer investidor experiente reconhece como impossível, e um número impossível na tela custa mais credibilidade do que dez campos vazios.
A correção principal é de método: amortização não entra no cálculo, nunca. O teto de 30% é a rede embaixo dela, para o que escapar — provento extraordinário, desdobramento não refletido na série, erro na origem. Um FII brasileiro rende tipicamente de 8% a 14% ao ano, e fundos de papel agressivos chegam a 18%; o limite é generoso de propósito, porque preferimos deixar passar um yield alto legítimo a esconder um.
O mesmo raciocínio vale para os outros indicadores: vacância declarada de 100% em imóveis que o próprio fundo reporta como geradores de receita é campo preenchido errado, não prédio vazio, e não é publicada. P/VP fora da faixa de 0,05 a 5 indica denominador em outra unidade, e também não é publicado.
De onde vêm os dados
Informes periódicos e cadastro — CVM Dados Abertos
Patrimônio líquido, valor patrimonial por cota, número de cotas, cotistas, vacância, imóveis, área bruta locável, segmento de atuação, CNPJ, gestora e administradora saem dos arquivos públicos de dados abertos da CVM — os mesmos informes mensais e trimestrais que cada fundo é obrigado a entregar. São gratuitos, versionados e auditáveis: qualquer leitor pode baixar o arquivo e refazer a conferência.
Coleta diária · informe mensal e trimestral · cadastro de fundos
Cotação, variação e liquidez — fonte de mercado
Preço, variação do dia, máximas e mínimas de 52 semanas e volume financeiro vêm de um agregador de cotações da B3. Nenhum número desta página é tempo real: cada bloco carrega o horário da última coleta, e quando a fonte falha o portal serve o último dado bom marcado como defasado, em vez de mostrar a tela vazia.
Coleta a cada 5 minutos no pregão para os fundos mais líquidos · 30 minutos para os demais
Como ligamos um ticker ao fundo registrado na CVM
A CVM identifica cada fundo pelo CNPJ; a bolsa, pelo ticker. A ponte entre os dois é o código ISIN publicado no próprio informe, que carrega a raiz do ticker. Quando mais de um registro responde ao mesmo código — o que acontece com fundos incorporados —, nenhum é gravado: escrever a gestora e o patrimônio de um fundo na página de outro é o erro mais caro possível aqui, e o mais difícil de o leitor perceber.
Casos ambíguos ficam com a ficha vazia até conferência manual
O que é cálculo nosso
Dividend yield de 12 meses, dividend yield do mês e P/VP não vêm de fonte nenhuma: são contas do portal sobre dados já coletados, e dizê-lo é mais honesto do que atribuí-las a terceiros. As fórmulas estão nos verbetes acima.
Recalculado a cada coleta de proventos e de informes
O que este portal não faz
- Não recomenda investimento. O conteúdo é informativo. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
- Não republica número de terceiros como se fosse apuração própria. Cada bloco de indicadores traz a linha de fonte e o horário da coleta.
- Não preenche buraco com estimativa. Indicador sem dado aparece como "—", com a origem de onde ele viria escrita ao lado.
- Não publica todos os fundos listados. Entram os fundos imobiliários e Fiagro que negociam ao menos R$ 20.000 por dia em volume financeiro. Abaixo desse piso, a cotação descreve um punhado de negócios isolados, não um mercado.
Os informes periódicos citados nesta página são os previstos na regulamentação de fundos de investimento imobiliário, hoje consolidada na Resolução CVM nº 175/2022 e nos seus anexos. A redação da norma pode ter sido alterada depois da publicação deste texto — antes de usá-la como referência, confira a versão vigente no site da própria CVM.
Achou um número que não bate? Confira na lista de FIIs e, se o erro persistir, nos escreva: correção de dado tem prioridade sobre qualquer outra pauta.