Fundos Imobiliários FIIs
Glossário

O vocabulário dos fundos imobiliários

Verbetes

ABL (área bruta locável)

A área de um imóvel que pode ser alugada, em metros quadrados — exclui áreas comuns, circulação e serviço. É o denominador da vacância física e a medida pela qual se compara o tamanho de dois fundos de tijolo sem depender do valor contábil dos imóveis.

Veja também: Vacância, Fundo de tijolo

Administradora

A instituição responsável legal pelo fundo perante a CVM: constitui o fundo, controla a escrituração das cotas, calcula o valor patrimonial e entrega os informes obrigatórios. Não é quem decide onde o dinheiro é investido — isso é da gestora, e em muitos fundos são empresas diferentes.

Veja também: Gestora, Taxa de administração, Informe mensal

Amortização de cotas

Devolução de parte do capital ao cotista, normalmente quando o fundo vende um imóvel ou recebe o principal de um título. Não é rendimento: é o próprio dinheiro do investidor voltando, e por isso a cota costuma cair no mesmo valor amortizado. O portal não soma amortização ao dividend yield, porque somá-la infla o indicador e descreve como renda aquilo que é devolução.

Veja também: Rendimento, Dividend yield (DY), Cota

Cap rate

Taxa de capitalização de um imóvel: a receita anual de aluguel dividida pelo valor do imóvel. Mede o retorno do ativo isolado, antes das despesas e da taxa de administração do fundo — por isso costuma ser maior do que o dividend yield que chega ao cotista.

Veja também: Dividend yield (DY), Fundo de tijolo, Contrato atípico

Contrato atípico

Locação feita sob medida para o inquilino — built to suit (o imóvel é construído para ele) ou sale and leaseback (a empresa vende o imóvel e continua nele como locatária). A multa por saída antecipada costuma alcançar o total dos aluguéis restantes, o que torna a receita mais previsível que a de um contrato comum e concentra o risco no crédito de um único inquilino.

Veja também: Fundo de tijolo, Vacância, Cap rate

Cota

A fração do patrimônio do fundo que se compra na bolsa. FII não tem ação: quem investe vira cotista, e o preço da cota no pregão pode ficar acima ou abaixo do valor patrimonial que ela representa — a distância entre os dois é o que o P/VP mede.

Veja também: Cotista, Valor patrimonial por cota, P/VP

Cotista

Quem detém cotas do fundo. Recebe os rendimentos distribuídos na proporção do que tem, vota em assembleia e responde pelo resultado do fundo — mas não é dono direto dos imóveis nem responde por dívidas deles.

Veja também: Cota, Rendimento

CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários)

Título de renda fixa lastreado em créditos imobiliários — aluguéis ou parcelas de financiamento a receber. É o ativo típico dos fundos de papel: em vez de imóvel, o fundo carrega o direito de receber pagamentos, com risco de inadimplência do devedor e correção por índice de inflação ou por CDI.

Veja também: Fundo de papel, LCI e LH

Data-com e data-ex

Data-com é o último pregão em que comprar a cota ainda dá direito ao rendimento anunciado; na data-ex, o pregão seguinte, a cota passa a ser negociada sem esse direito e costuma abrir mais barata, aproximadamente no valor do provento. A queda do preço na data-ex não é perda: é o rendimento saindo do patrimônio do fundo para a conta do cotista.

Veja também: Rendimento, Cota

Dividend yield (DY)

O rendimento distribuído em relação ao preço da cota, em porcentagem. No portal aparece em duas janelas: o DY de 12 meses (soma dos rendimentos do último ano sobre a cotação atual) e o DY do mês (último rendimento sobre a cotação). É indicador olhando para trás — descreve o que foi pago, não o que será.

Veja também: Rendimento, Amortização de cotas, P/VP

Emissão subsequente

Nova oferta de cotas de um fundo que já existe, para levantar dinheiro e comprar mais ativos. Aumenta o número de cotas, então o resultado por cota se dilui até o capital novo passar a render. O cotista antigo costuma ter direito de preferência na subscrição.

Veja também: Subscrição, Cota

Fato relevante

Comunicado obrigatório que o fundo publica quando acontece algo capaz de influenciar a decisão de comprar ou vender a cota: venda de imóvel, saída de inquilino grande, mudança de gestão, inadimplência de devedor. É publicado no sistema da B3 e da CVM antes de virar notícia.

Veja também: Relatório gerencial, Informe mensal

FII (fundo de investimento imobiliário)

Condomínio de investidores que aplica em imóveis ou em títulos de crédito imobiliário, com as cotas negociadas em bolsa. Por regra, distribui ao menos 95% do lucro caixa semestral aos cotistas — é essa obrigação que faz do FII um instrumento de renda periódica.

Veja também: Cota, Rendimento, Fundo de tijolo, Fundo de papel

Fundo de fundos (FOF)

FII que investe em cotas de outros FIIs em vez de comprar imóvel ou CRI diretamente. Entrega diversificação imediata e gestão ativa da carteira, ao custo de uma segunda camada de taxas: a do FOF soma-se à dos fundos que ele carrega.

Veja também: FII (fundo de investimento imobiliário), Taxa de administração

Fundo de papel

FII cuja carteira é de títulos de crédito imobiliário — CRI, LCI, LH — e não de imóveis. Não tem vacância nem ABL, e por isso esses campos ficam vazios na ficha em vez de zerados. O risco principal é o crédito do devedor e o índice que corrige os títulos.

Veja também: CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), Fundo de tijolo, Vacância

Fundo de tijolo

FII dono de imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências, hospitais. A receita vem de aluguel, então vacância, qualidade do inquilino e prazo dos contratos são o que explica o resultado.

Veja também: ABL (área bruta locável), Vacância, Contrato atípico, Fundo de papel

Gestora

Quem decide o que o fundo compra e vende, dentro da política de investimento aprovada. É a gestora que negocia aluguéis, escolhe os CRIs e propõe novas emissões; a administradora responde pela estrutura legal. O portal publica as duas quando os informes da CVM as trazem.

Veja também: Administradora, Taxa de performance

IFIX

Índice da B3 que acompanha uma carteira dos fundos imobiliários mais negociados. Serve de referência para comparar o desempenho de um fundo com o do mercado, e a entrada ou saída da carteira do índice costuma mexer na liquidez do fundo.

Veja também: Liquidez, FII (fundo de investimento imobiliário)

Informe mensal

Documento que o fundo entrega à CVM todo mês, com patrimônio líquido, valor patrimonial por cota, número de cotas e de cotistas. É a fonte pública dos indicadores patrimoniais do portal — dado auditável, que qualquer leitor pode baixar e conferir.

Veja também: Informe trimestral, Patrimônio líquido, Valor patrimonial por cota

Informe trimestral

Entrega trimestral à CVM com o detalhe operacional: imóveis, área locável, inquilinos, vacância física e financeira. Por ser trimestral, pode estar até três meses defasado em relação ao que acontece no fundo hoje.

Veja também: Informe mensal, Vacância, ABL (área bruta locável)

LCI e LH

Letra de Crédito Imobiliário e Letra Hipotecária: títulos de renda fixa emitidos por bancos, com lastro em crédito imobiliário. Aparecem na carteira de fundos de papel como a parte mais conservadora — risco do banco emissor, não do devedor final do financiamento.

Veja também: CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), Fundo de papel

Liquidez

O quanto se consegue comprar ou vender do fundo sem mover o preço, medido pelo volume financeiro negociado por pregão. O portal publica fundos que negociam ao menos R$ 20 mil por dia: abaixo disso, a cotação descreve alguns negócios isolados, não um mercado.

Veja também: IFIX, Ticker

Patrimônio líquido

Quanto o fundo vale pelos próprios livros: ativos menos passivos, conforme declarado no informe mensal. Não se confunde com valor de mercado, que é a cotação multiplicada pelo número de cotas — um é avaliação contábil, o outro é preço de tela.

Veja também: Valor de mercado, Valor patrimonial por cota, Informe mensal

P/VP

Preço da cota dividido pelo valor patrimonial por cota. Acima de 1, o mercado paga mais do que o valor contábil; abaixo de 1, paga menos. O numerador é de hoje e o denominador é da última competência publicada, então há sempre alguma defasagem entre os dois — o portal escreve qual competência usou.

Veja também: Valor patrimonial por cota, Cota, Informe mensal

Relatório gerencial

Documento mensal que a gestora publica por vontade própria, não por obrigação legal, com sua leitura do resultado: aquisições, renegociações, inadimplência, perspectiva. É onde o jargão deste glossário mais aparece — e, por não ser padronizado, permite escolher o que destacar.

Veja também: Fato relevante, Informe mensal, Gestora

RMG (renda mínima garantida)

Compromisso, geralmente do vendedor do imóvel ou do incorporador, de complementar o rendimento até um piso durante um prazo determinado. Enquanto vale, sustenta a distribuição; quando termina, o rendimento passa a refletir só a operação real do imóvel.

Veja também: Rendimento, Contrato atípico

Segmento

A classificação do que o fundo carrega — logística, lajes corporativas, shoppings, renda urbana, papel, híbrido, fundo de fundos. O portal usa o segmento declarado nos informes da CVM, que nem sempre coincide com o nome comercial que a gestora usa no material de divulgação.

Veja também: Fundo de tijolo, Fundo de papel, Fundo de fundos (FOF)

Subscrição

O ato de aderir a uma nova emissão comprando as cotas ofertadas. O direito de subscrição do cotista antigo costuma ser negociável em bolsa, com ticker próprio terminado em 12, e vira pó se não for exercido nem vendido até o prazo.

Veja também: Emissão subsequente, Ticker

Taxa de administração

O que o fundo paga por ano à administradora e à gestora, em percentual do patrimônio líquido ou do valor de mercado. Já está descontada do rendimento que chega ao cotista: não é cobrada à parte na corretora.

Veja também: Administradora, Taxa de performance, Patrimônio líquido

Taxa de performance

Cobrança adicional sobre o que exceder um referencial combinado — IFIX, IPCA mais um spread ou CDI. Nem todo fundo tem. Quando tem, o percentual e o referencial estão no regulamento, e é o referencial que define se a cobrança é exigente ou fácil de alcançar.

Veja também: Taxa de administração, IFIX, Gestora

Ticker

O código de negociação do fundo na B3 — quatro letras e o número 11, como XPML11. Direitos de subscrição terminam em 12 e recibos, em 13. Na CVM o mesmo fundo é identificado por CNPJ, e é o código ISIN que liga um ao outro.

Veja também: Cota, Liquidez

Tributação dos rendimentos

Os rendimentos distribuídos por FII são isentos de imposto de renda para pessoa física quando o fundo tem ao menos 100 cotistas, é negociado em bolsa e o investidor detém menos de 10% das cotas. O ganho na venda da cota não é isento: é tributado à parte. A regra vem da legislação vigente e muda com ela — confira a versão atual antes de decidir com base nesta linha.

Veja também: Rendimento, Cotista

Vacância

A parte do fundo que não está gerando aluguel. A vacância física é a área desocupada sobre a área locável; a financeira é a receita não realizada sobre a receita potencial, e é a que considera carência e desconto concedidos a quem já ocupa. Fundo de papel não tem vacância, e o campo fica vazio em vez de zero.

Veja também: ABL (área bruta locável), Informe trimestral, Fundo de tijolo

Valor de mercado

Cotação multiplicada pelo número de cotas: quanto o mercado paga hoje pelo fundo inteiro. Muda a cada pregão, enquanto o patrimônio líquido só muda quando sai informe novo.

Veja também: Patrimônio líquido, P/VP, Liquidez

Valor patrimonial por cota

O patrimônio líquido dividido pelo número de cotas — quanto de patrimônio contábil cabe a cada cota. É o denominador do P/VP e vem do informe mensal, o que significa que ele é uma foto da competência, não do dia.

Veja também: P/VP, Patrimônio líquido, Informe mensal

Faltou uma palavra que você encontrou num relatório? A metodologia explica como cada indicador é calculado — e, se o termo não estiver em nenhuma das duas páginas, nos escreva: verbete que falta é lacuna nossa.