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Ibovespa (Ibov) cai 2,62% e JPMorgan reduz recomendação para mercado brasileiro

O Ibovespa (Ibov) mantém a queda iniciada na véspera e perde mais de 4,1 mil pontos nesta terça-feira (11), atingindo o menor nível desde meados de junho, com o radar do mercado financeiro voltado para a agenda macroeconômica. Na tarde desta terça-feira, por volta das 15h45 (horário de Brasília), o principal índice da Bolsa brasileira…

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O Ibovespa (Ibov) mantém a queda iniciada na véspera e perde mais de 4,1 mil pontos nesta terça-feira (11), atingindo o menor nível desde meados de junho, com o radar do mercado financeiro voltado para a agenda macroeconômica.

Na tarde desta terça-feira, por volta das 15h45 (horário de Brasília), o principal índice da Bolsa brasileira (B3) operava em queda de 2,62%, aos 167.673 pontos.

De acordo com o analista de investimentos da Nomad, Luca Girardi, o desempenho negativo do mercado local é proveniente do aumento da percepção de “risco Brasil”.

“No contexto atual, com a maior dependência do Ibovespa de fluxo estrangeiro e o cenário geopolítico incerto, o mercado doméstico tem se mostrado particularmente sensível ao noticiário”, declarou Girardi.

Projeção para o Ibovespa

Diante do cenário atual, o JPMorgan divulgou uma perspectiva mais pessimista sobre o Brasil. O banco rebaixou a recomendação para o mercado brasileiro de overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para market perform (equivalente à neutra).

Além disso, cortou a projeção para o Ibovespa no final de 2026 de 190 mil pontos para 185 mil pontos, o que equivale a um potencial de alta de 7,5% frente aos níveis atuais.

A revisão ocorre em um período mais próximo do período eleitoral, enquanto os investidores também reagem aos dados de inflação, que vieram ligeiramente acima do esperado, e à ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

Dados do mercado financeiro

Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,07%, com desaceleração da inflação em 12 meses para 4,44%.

Enquanto isso, a ata reforçou a preocupação do Copom com as expectativas desancoradas e a necessidade de manter a política monetária em terreno restritivo.

Os dois eventos, embora distintos, ajudam a contar a mesma história: a inflação corrente dá sinais de alívio, mas ainda há pontos de atenção que impedem uma leitura totalmente confortável para o Banco Central.

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