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Terça de Valor: Bitcoin pode estar próximo de encontrar fundo após forte correção; diz Benkendorf

No novo episódio do “Terça de Valor”, apresentado pelo especialista Gabriel Porto, o convidado Luiz Fernando Benkendorf (@izacademy.pro_live), especialista em criptomoedas, falou sobre técnicas de investimento no mercado de moedas digitais, com destaque para o Bitcoin (BTC). Para Benkendorf, o Bitcoin pode estar próximo de encontrar um fundo após a forte correção registrada nos últimos…

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No novo episódio do “Terça de Valor”, apresentado pelo especialista Gabriel Porto, o convidado Luiz Fernando Benkendorf (@izacademy.pro_live), especialista em criptomoedas, falou sobre técnicas de investimento no mercado de moedas digitais, com destaque para o Bitcoin (BTC).

Para Benkendorf, o Bitcoin pode estar próximo de encontrar um fundo após a forte correção registrada nos últimos meses. Além disso, o especialista falou sobre o mercado, sua estratégia de investimentos e as oportunidades que enxerga em diferentes classes de ativos.

Ele destaca que o cenário atual pode representar uma oportunidade para investidores que possuem visão de longo prazo, mas ressaltou a importância de manter uma estratégia de aportes e diversificação.

Queda do Bitcoin

Em relação ao mercado de criptomoedas, Luiz comentou sobre a queda enfrentada pelo Bitcoin. Segundo ele, a criptomoeda chegou a registrar uma desvalorização de aproximadamente 50% em relação ao topo observado no ano passado.

Os ciclos históricos do Bitcoin mostram que os períodos de baixa costumam durar entre 10 e 13 meses. Assim, ele afirmou que o momento atual pode representar uma oportunidade para investidores com visão de longo prazo.

Embora tenha uma avaliação positiva, o especialista ressaltou que não recomenda assumir dívidas ou vender bens para comprar Bitcoin.

A estratégia defendida por ele é realizar aportes periódicos, utilizando o chamado DCA (sigla em inglês para custo médio em dólar).

O método consiste em distribuir as compras ao longo do tempo para reduzir o impacto das oscilações do mercado. “Você faz o seu DCA estratégico, que é você fazer as compras mensais ou semanais, e isso vai te dando bastante corpo a longo prazo”, explicou Benkendorf.

Especialista tem carteira diversificada

Ainda na entrevista, Luiz explicou como está estruturada sua própria carteira. Além das criptomoedas, ele mantém investimentos em ações americanas, imóveis, renda fixa e negócios próprios.

No mercado de criptomoedas, o especialista afirmou que mantém uma parcela relevante em stablecoins pareadas ao dólar. Segundo ele, esse dinheiro funciona como uma reserva para aproveitar oportunidades de compra quando ocorrem movimentos mais fortes de queda.

“Eu faço uma estrutura que me deixa tranquilo. Quando explode o mercado talvez eu não ganhe tanto, mas quando corrige eu tenho caixa para comprar [mais ativos]”, afirmou Luiz.

Ele ainda ressaltou que diferentes mercados apresentam ciclos distintos e, por isso, o investidor pode utilizar períodos de valorização de determinados ativos para realizar lucros e direcionar parte do capital para outras oportunidades.

Futuro do Bitcoin

Na perspectiva futura para o mercado de criptomoedas, em especial o Bitcoin, o especialista afirmou acreditar que a moeda digital pode alcançar US$ 1 milhão, mas considera esse um objetivo para longo prazo, em cerca de 20 anos.

No cenário mais próximo, Luiz apontou uma faixa entre US$ 250 mil e US$ 300 mil como uma possibilidade dentro de suas expectativas. Já uma cotação de US$ 500 mil poderia ser alcançada em um horizonte de cinco a dez anos.

No entanto, ponderou que previsões muito otimistas feitas pelo mercado precisam ser analisadas com cautela, já que os ciclos de valorização e queda podem ser diferentes do esperado.

Relação com os fundos imobiliários

Sobre os fundos imobiliários, o especialista contou que já teve uma exposição maior à classe, mas havia reduzido seus investimentos diretos por falta de tempo para acompanhar os fundos.

Mesmo assim, afirmou que voltou a enxergar oportunidades no mercado diante dos descontos observados nas cotas.

“Hoje a média geral de mercado é uma taxa de desconto na faixa de 10%. Então a gente tem um oceano de boas oportunidades nesse mercado [de fundos imobiliários]”, destacou Luiz.

Enquanto os preços de mercado apresentam pressão, Luiz afirmou observar crescimento nas operações dos fundos. “Está em baixa, macro, no sentido de preço em mercado, mas está em alta no sentido micro, em crescimento.”

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