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Estrangeiros sacam R$ 5,5 bilhões da B3 e impulsionam recuo do Ibovespa

Embora mais aliviado em relação à véspera, o Ibovespa (IBOV) manteve a trajetória de queda nesta quarta-feira (12), emplacando a terceira sessão consecutiva no vermelho. O indicador opera no menor nível desde meados de junho, com o radar dos investidores concentrado na aversão ao risco doméstico. Com isso, o principal índice da Bolsa brasileira (B3)…

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Embora mais aliviado em relação à véspera, o Ibovespa (IBOV) manteve a trajetória de queda nesta quarta-feira (12), emplacando a terceira sessão consecutiva no vermelho. O indicador opera no menor nível desde meados de junho, com o radar dos investidores concentrado na aversão ao risco doméstico.

Com isso, o principal índice da Bolsa brasileira (B3) fechou em desvalorização de 0,23%, aos 167.491 pontos. Na semana, a queda acumulada alcança 2,77%.

Em paralelo, o dólar à vista (USD/BRL) encerrou as negociações cotado a R$ 5,1799, com valorização de 0,37%.

Na avaliação do mercado, a disputa eleitoral passou a integrar diretamente a equação de risco dos ativos locais, impactando a Bolsa e a curva de juros.

Em soma, o JPMorgan divulgou uma perspectiva mais pessimista para o país. O banco rebaixou a recomendação de overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para market perform (neutra).

Cenário eleitoral impacta Ibovespa

Especialistas destacam que as incertezas políticas já vêm sendo precificadas nos ativos, diante da ausência de clareza sobre o próximo governo e suas diretrizes econômicas.

Para a CEO da Magno Investimentos, Olívia de Brás, “o que aparece nos preços neste momento é um prêmio crescente de incerteza, especialmente sobre a condução fiscal e econômica a partir de 2027.

Ela acrescenta que “há uma diferença importante entre antecipar o resultado de uma eleição e começar a cobrar pelo desconhecido. O mercado não precisa saber quem vence para saber que a dúvida custa dinheiro.”

Saída de capital estrangeiro da B3

Em meio a esse ambiente, os dados da B3 mostram que, apenas na primeira semana de agosto, foi registrada a retirada líquida de R$ 5,5 bilhões por parte de investidores estrangeiros. Para analistas, a movimentação é o sinal mais evidente do aumento da percepção de risco ligada às eleições de outubro.

“O estrangeiro parece estar reduzindo exposição enquanto aguarda maior clareza sobre o quadro eleitoral e, sobretudo, sobre o compromisso do próximo governo com equilíbrio fiscal, reformas e aumento de produtividade”, explica Régis Chinchila, analista de research da Terra Investimentos.

“O investidor estrangeiro compara mercados. Quando percebe um quadro fiscal mais incerto, juros estruturalmente elevados, risco de mudanças de política econômica e uma eleição se aproximando, ele exige um retorno potencial maior para permanecer alocado”, avalia Bruno Corano, economista e CEO da Corano Capital.

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