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MERCADO

Lula afirma que disse a Trump que Brasil não aceita ingerência nas eleições

Em 21 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma ligação de uma hora e 20 minutos para tratar da retomada das negociações entre o Brasil e o país norte-americano. O assunto voltou a ser pautado nesta sexta-feira (04), quando…

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Em 21 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma ligação de uma hora e 20 minutos para tratar da retomada das negociações entre o Brasil e o país norte-americano.

O assunto voltou a ser pautado nesta sexta-feira (04), quando Lula afirmou que disse a Trump que o Brasil não aceita ingerências em seu processo eleitoral. “E se entrar vai perder”, completou o presidente.

Ligação de Lula e Trump

Na ligação, os líderes trataram das tarifas aplicadas ao Brasil e acertaram a retomada das negociações comerciais entre os dois países.

Segundo o governo brasileiro, Trump concordou sobre a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes entre os dois países e propôs que as equipes dos governos voltem a se reunir “o mais brevemente possível”.

Além disso, auxiliares do presidente presentes à conversa afirmaram que o tema das eleições de 2026 foi tratado apenas de passagem, com Trump perguntando se tudo estava correndo bem.

O presidente Lula teria respondido, na ocasião, que tudo estava correndo bem e que o processo eleitoral brasileiro é muito confiável.

Taxação para produtos brasileiros

Em 23 de julho, os Estados Unidos aplicaram uma tarifa adicional de 12,5% sobre importações do Brasil e de outras economias investigadas por supostas falhas na proibição e fiscalização da entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

Entre os pontos argumentados para a aplicação, o escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, apontou que as práticas adotadas por 60 países e economias no combate ao trabalho forçado configuram uma prática comercial considerada desleal e restritiva ao comércio dos EUA.

Durante a ligação, o presidente brasileiro afirmou que as alegações utilizadas pelos Estados Unidos para justificar as novas tarifas são infundadas.

Entre os pontos mencionados por Lula estavam questões relacionadas ao desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos fabricados com trabalho forçado.

Além disso, Lula argumentou que as tarifas prejudicam tanto o Brasil quanto os Estados Unidos e defendeu que os dois países permaneçam à mesa de negociação.

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