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Ibovespa (Ibov) fecha semana em alta de 5,4% mas recua pelo 2º dia seguido

O Ibovespa (Ibov) deu sequência à sua segunda queda consecutiva nesta sexta-feira (04), em meio ao aumento da aversão a risco e às apostas de juros elevados nos Estados Unidos após dados mais fortes do mercado de trabalho. Apesar do recuo no pregão, o índice fechou a semana com alta de 5,4%. No fechamento do…

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O Ibovespa (Ibov) deu sequência à sua segunda queda consecutiva nesta sexta-feira (04), em meio ao aumento da aversão a risco e às apostas de juros elevados nos Estados Unidos após dados mais fortes do mercado de trabalho. Apesar do recuo no pregão, o índice fechou a semana com alta de 5,4%.

No fechamento do pregão, o principal índice da Bolsa brasileira (B3) operava em baixa de 0,02%, aos 185.147,15 pontos. Na véspera, o Ibovespa já havia encerrado em leve queda de 0,01%, interrompendo uma sequência de 11 altas consecutivas.

O dólar à vista (USD/BRL), por outro lado, encerrou a sexta-feira com alta de 0,52%, a R$ 5,13. No acumulado da semana, a divisa registrou recuo de 1,26% frente ao real.

No exterior, os dados dos Estados Unidos impulsionaram o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra. Por volta das 17h (horário de Brasília), o índice operava em alta de 0,23%, aos 99,140 pontos.

Cenário eleitoral movimenta Ibovespa

A atenção dos investidores também estava voltada para o cenário eleitoral nesta sexta-feira, após as últimas pesquisas de intenção de votos apontarem uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

“O avanço do calendário eleitoral levou o mercado a reavaliar as expectativas sobre a condução da política fiscal a partir de 2027, o que reduziu o prêmio de risco exigido nos ativos locais. O movimento veio acompanhado de retorno expressivo do fluxo estrangeiro”, afirma Bruna Sene, analista de Renda Variável da Rico.

Durante a sessão, a ponta positiva do Ibovespa foi liderada pela Minerva Foods (BEEF3), com alta de 4,22%, a R$ 3,95, após a informação de que a Indonésia habilitou 21 novas plantas brasileiras para exportação de carne bovina. Com isso, o Brasil passou a ter 26 empresas exportadoras habilitadas no país.

O que impulsionou o dólar hoje?

O desempenho positivo do dólar veio após a divulgação dos dados de empregos nos Estados Unidos, que reforçaram as expectativas de juros elevados pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

Segundo o relatório oficial de empregos não agrícolas, o Payroll, foram criadas 162 mil vagas de emprego nos Estados Unidos em agosto, bem acima da expectativa do mercado, de 55 mil vagas. Com isso, a taxa de desemprego ficou estável em 4,1% no mês.

Além disso, o relatório trouxe revisões nos dados de criação de empregos dos meses anteriores. O resultado de junho foi revisado em 11 mil vagas, de 20 mil para 31 mil, enquanto o número de julho passou de uma perda de 23 mil para a abertura de 21 mil vagas.

“Esse forte aquecimento do mercado de trabalho norte-americano reacendeu o temor de que o Fed precisará manter as taxas de juros em patamares restritivos por um período prolongado, dando suporte ao dólar”, apontou a estrategista de ações da Nomad, Rebecca Nossig.

Wall Street fecha na contramão

Embora os dados tenham sido positivos para a moeda norte-americana, os índices de Wall Street fecharam em queda nesta sexta-feira.

O Dow Jones encerrou o pregão com baixa de 0,51%, aos 53.414,25 pontos, enquanto o S&P 500 caiu 0,38%, aos 7.718,60 pontos. Já o Nasdaq registrou recuo de 0,29%, aos 26.506,99 pontos.

No acumulado da semana, o Dow Jones recuou 0,27%, enquanto o S&P 500 teve leve alta de 0,09% e o Nasdaq avançou 0,40%.

Para o gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, Vinicius Flores, o Payroll reforça a percepção de uma economia forte e resiliente, que continua crescendo apesar dos eventos de volatilidade vivenciados nos Estados Unidos, como as tarifas de Trump e o choque no preço do petróleo causado pela guerra no Irã.

“Acredito que o dado aumenta as chances de um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros norte-americana na reunião de setembro, pois reforça que estamos em uma economia aquecida. Entretanto, o mercado de trabalho já estava estável desde o início do ano e com certeza o principal fator de decisão do Fed para setembro será os dados de inflação (CPI) que serão divulgados na próxima semana”, explicou Flores.

O cenário dos mercados muda rapidamente com decisões de juros, dados econômicos e fatores políticos.

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