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Banco Master: CVM marca para setembro julgamento sobre suposta fraude em FII

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que o julgamento do processo administrativo que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master e a família Vorcaro, relacionadas a cotas do fundo de investimento imobiliário (FII) Brazil Realty, será realizado em 8 de setembro. Segundo o comunicado, o julgamento será realizado de forma presencial no Rio de…

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou que o julgamento do processo administrativo que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master e a família Vorcaro, relacionadas a cotas do fundo de investimento imobiliário (FII) Brazil Realty, será realizado em 8 de setembro.

Segundo o comunicado, o julgamento será realizado de forma presencial no Rio de Janeiro e terá como relator o diretor João Accioly. A acusação inclui, além do Banco Master, outros 18 nomes, como Daniel Vorcaro, Viking Participações Entre Investimentos e Antônio Carlos Freixo Júnior, então diretor responsável da Entre.

O objetivo da investigação é “apurar irregularidades atreladas à 3ª emissão de cotas do Brazil Realty FII, sob a alegação de operação fraudulenta no mercado de capitais, cumulada com violação de deveres fiduciários e informacionais e prática de embaraço à fiscalização”, segundo a pauta divulgada pela autarquia.

A acusação apura um esquema em que ativos sobreavaliados teriam sido incorporados ao portfólio do FII Brazil Realty e posteriormente transformados em cotas negociadas no mercado. Assim, os envolvidos poderiam converter os valores em dinheiro, enquanto as perdas ficariam com outros fundos.

Dessa forma, a CVM identificou prejuízo de R$ 5,8 milhões em fundos que negociaram as cotas. Alguns deles tinham regimes próprios de previdência de servidores entre seus cotistas.

Por fim, a autarquia informou que os acusados e seus advogados poderão participar da sessão e realizar sustentação oral, presencialmente ou por videoconferência, conforme as regras previstas.

Caso do Banco Master

Em 2025, o radar dos investidores se voltou ao Banco Master, até então controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, após a instituição financeira se tornar alvo de investigações sobre suspeitas de fraude financeira, que culminaram na liquidação pelo Banco Central (BC).

O BC passou a questionar a sustentabilidade do modelo de negócios do Banco Master, diante da combinação entre passivos crescentes, dependência da garantia do FGC e ausência de liquidez efetiva, que elevou o risco de colapso da instituição.

Ao longo da operação, denominada “Compliance Zero”, a Polícia Federal realizou, em novembro de 2025, a prisão de Vorcaro no Aeroporto de Guarulhos, sob a alegação de que o empresário estaria tentando deixar o país.

Ainda em novembro, por decisão do Tribunal Regional Federal, a prisão preventiva foi revogada, e Vorcaro foi colocado em liberdade, com tornozeleira eletrônica e medidas cautelares.

No entanto, em janeiro de 2026, a Polícia Federal abriu uma frente para apurar uma campanha de ataques ao Banco Central nas redes sociais.

Em março, Vorcaro foi novamente preso em uma nova fase da operação, sob suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, corrupção e manipulação de mercado. Atualmente, o caso permanece em apuração.

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