O candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), voltou a falar sobre a Previdência nesta quarta-feira (26), após evitar detalhar medidas concretas para algumas das principais questões econômicas que enfrentaria caso fosse eleito presidente, durante sabatina do Jornal Nacional na véspera.
Durante a entrevista, Caiado foi questionado pelos jornalistas da TV Globo se alteraria ou manteria as regras que vinculam receitas para saúde e educação ao teto de gastos.
Em resposta, afirmou que não mexeria nos pisos nem no salário mínimo. “Pelo amor de Deus, isso é muito importante… eu jamais (mexeria) na minha vida… eu sou um médico, um cirurgião!”.
Ao falar das prioridades para o corte de verbas e de quanto seria economizado para alcançar o ajuste fiscal, falou sobre limitar as despesas à correção da inflação e listou categorias amplas a serem “adequadas”: subvenções, incentivos fiscais, corrupção, salários em excesso e emendas impositivas.

O que Caiado diz sobre a previdência?
Assim como na entrevista de terça-feira (25), Caiado foi questionado sobre suas propostas para a Previdência nesta quarta-feira, em sabatina da rádio CBN e dos jornais O Globo e Valor Econômico.
Durante a conversa com Cesar Tralli e Renata Vasconcellos, recusou-se a dar detalhes técnicos sobre a economia quando questionado de forma direta sobre qual seria sua proposta para garantir a sustentabilidade da Previdência diante do envelhecimento populacional. “Nós não estamos aqui numa mesa examinadora”, afirmou.
Ambos chegaram a perguntar a Caiado três vezes se ele pretendia alterar a idade mínima para a aposentadoria. No entanto, ele respondeu apenas na última vez, argumentando que seu plano de governo define apenas “metas” e “parâmetros máximos” gerais, e voltou a listar tópicos como combate à corrupção, correção de salários distorcidos e desvios de verbas de emendas parlamentares.
Já nesta quarta-feira, o candidato do PSD disse que “em direito adquirido você não toca”, ao tratar da Previdência. Além disso, também criticou a possibilidade de “penalizar o mais pobre que recebe salário mínimo” e defendeu o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) em vez de “punir o aposentado”.
Porém, durante as entrevistas, Caiado não informou exatamente onde faria os cortes de despesas. “No momento em que eu ganhar a eleição, já posso pedir os dados, e a transição já trabalhar”, disse.
Por fim, o candidato à Presidência do Brasil destacou que, em sabatinas com a imprensa, tem o dever de apresentar “parâmetros gerais”, e não “descer a nível de minúcia”.
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