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Candidato à presidência: Renan Santos defende subsídios ao agro e critica fim da escala 6×1

O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), afirmou nesta quinta-feira (27), durante sabatina promovida pelos jornais O Globo, Valor Econômico e CBN, que manterá os subsídios ao agronegócio caso seja eleito e criticou a proposta para o fim da escala 6×1. Durante a entrevista, Santos defendeu que “o agro brasileiro tem um nível…

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O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), afirmou nesta quinta-feira (27), durante sabatina promovida pelos jornais O Globo, Valor Econômico e CBN, que manterá os subsídios ao agronegócio caso seja eleito e criticou a proposta para o fim da escala 6×1.

Durante a entrevista, Santos defendeu que “o agro brasileiro tem um nível de produtividade que justifica algum tipo de investimento setorial, porque a produtividade dele, a capacidade de geração de riqueza por hora trabalhada, é incrível”, afirmou ao esclarecer que os subsídios ao setor serão mantidos.

Já ao tratar da pauta das “taxas das blusinhas”, o candidato acusou setores empresariais de, segundo ele, olharem “para o próprio rabo”. “Se a gente não atacar problemas estruturais, isso eu falei para todos os setores que eu conversei, não adianta ficarem me pedindo defesas pontuais”, disse.

Fim da escala 6×1

Além de falar sobre o agronegócio, Renan Santos também respondeu sobre o fim da escala 6×1 e criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que propõe a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado.

Ao ser questionado, destacou que “essa é uma pauta perigosíssima, especialmente para o Brasil”. O candidato afirmou que os setores de varejo e de “contratação intensiva” já passam por diversos problemas.

“A gente viu o fechamento (sic) agora do Habib’s, uma rede que o Brasil tem muito afeto. Raízen também está pedindo recuperação. Já houve o problema com as Casas Bahia. Imagine isso em um cenário em que estão prometendo que as pessoas vão trabalhar menos e ganhar mais, porque você vai diminuir as horas trabalhadas e manter o salário mensal igual?”, disse.

“Nós precisamos de uma nova legislação trabalhista que contemple o outro tema aqui, que é um problema fiscal também. Nós temos um problema fiscal, previdenciário e trabalhista no Brasil, que envolve desde questões fiscais, desde o rombo da Previdência à competitividade”, completou.

Renan Santos e a economia

Nesta quarta-feira (26), durante sabatina no Jornal Nacional, Renan Santos já havia falado sobre outros temas relacionados à economia brasileira. Entre eles, destacou que pretende fazer uma nova reforma da Previdência.

O candidato disse que a medida será necessária para evitar o desequilíbrio das contas públicas e citou ainda cortes de gastos e investimentos em infraestrutura como parte de sua política econômica.

“Eu não sou estelionatário eleitoral como outros candidatos que vão vir aqui e falar que não precisa. Vamos precisar fazer outra reforma da Previdência. Vai quebrar em três anos, você não tem aposentadoria, tá? Vou deixar claro porque eu não sou populista fiscal”, afirmou o candidato à Presidência.

Ao ser questionado sobre a promessa de cortar R$ 1 trilhão em gastos públicos caso seja eleito, Renan Santos afirmou que as medidas teriam como objetivo, no mínimo, estabilizar a trajetória da dívida e que o corte será feito por meio da redução de gastos e do crescimento do PIB.

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