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Israel x Irã: Os impactos da guerra no preço do petróleo

Com a escalada dos conflitos entre Israel e Irã, podendo intensificar-se em uma guerra com dimensões mais amplas, as consequências também devem se expandir, causando efeitos no mercado global e alta nos preços, incluindo do petróleo. As investidas começaram no dia 13 de junho, quando Israel atacou usinas nucleares e alvos militares iranianos, atingindo seis…

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Com a escalada dos conflitos entre Israel e Irã, podendo intensificar-se em uma guerra com dimensões mais amplas, as consequências também devem se expandir, causando efeitos no mercado global e alta nos preços, incluindo do petróleo.

As investidas começaram no dia 13 de junho, quando Israel atacou usinas nucleares e alvos militares iranianos, atingindo seis cientistas e figuras do alto escalão, além de ser o maior ataque da história contra a elite militar iraniana, segundo analistas. Um embate entre uma força com armas nucleares e um país que luta para ter as suas, apresenta um futuro incerto.

Estreito de Ormuz e o petróleo

Estando presente em um ponto estratégico do Golfo Persa, o Irã controla o Estreito de Ormuz, ponto de estrangulamento vital para o comércio global, especialmente de petróleo.

Além do commodity, outros produtos também passam pelo local, como os importados pela Arábia Saudita e Emirados Árabes ou até mesmo as exportações de carne do Brasil para alguns dos principais mercados localizados na região.

Entretanto, não são esses os principais fatores para a grande presença de Ormuz na economia global. Na verdade, os impactos têm a ver, sobretudo, com os combustíveis fósseis. Atualmente, cerca de um quarto do petróleo comercializado no mundo passa por Ormuz., o Irã se destaca como um importante produtor com geração de até 3,3 milhões de barris por dia.

Com a fortificação dos ataques, o aumento do custo da logística e dos combustíveis é quase certeiro. As projeções do mercado indicam que, em caso de avanço para uma guerra total, o petróleo deve ultrapassar os US$ 85 por barril. Empresas como a Frontline, uma das maiores do ramo, já anunciaram que irão evitar a rota do Estreito de Ormuz devido à falta de segurança gerada por causa do conflito.

Mesmo que o Estreito de Ormuz não seja bloqueado, é provável que a disputa entre Israel e Irã afete o preço do petróleo.

Futuro dos combustíveis no Brasil

O presidente executivo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araujo, informou que o aumento da gasolina no Brasil é bastante comentado, porém, apenas como especulações. Para ele, é recomendável aguardar uma estabilização do mercado, que deve ocorrer nos próximos dias.

Com a pressão sobre os preços internacionais, distribuidoras já alertam para a possibilidade de repassar os custos aos consumidores, especialmente no diesel, devido à alta de 8% no barril de petróleo do tipo Brent.

“Poderá haver aumentos nos preços dos derivados de petróleo, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, que são menos abastecidas por produtos da Petrobras”, pontua Araujo.

A Petrobras observa os efeitos subsequentes para decidir acerca de um eventual repasse. O cenário acaba ficando mais complicado, já que o óleo diesel é um combustível estratégico para a economia brasileira, fortemente dependente do transporte rodoviário.

Qualquer aumento de preço tem potencial para impactar diretamente a inflação e os custos logísticos em todo o país. Recentemente, a petroleira chegou a realizar recentes reduções nos preços. Devido a isso, os consumidores devem ficar em alerta com os impactos para os setores produtivos.

Estados Unidos e o dólar

Os Estados Unidos afirmaram não estarem envolvidos na decisão dos bombardeios. Entretanto, o presidente do país, Donald Trump, demonstrou apoio a Israel. Trump afirmou que foi informado sobre a operação de Israel antes de seu lançamento.

“Não estamos envolvidos em ataques contra o Irã e nossa principal prioridade é proteger as forças americanas na região”, afirmou o secretário de Estado, Marco Rubio. Ele diz que Israel tomou “ações unilaterais” e alertou o Irã para não retaliar contra os EUA.

Embora não esteja diretamente envolvido, um conflito de grandes dimensões acaba aumentando a volatilidade do mercado internacional com temores de que a guerra se expanda e envolva o país norte-americano. Com isso, os investidores passam a buscar ativos seguros, como o dólar, valorizando a moeda americana.