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Ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) disparam após recuperação extrajudicial homologada

As ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) dispararam nesta quarta-feira (06) após divulgar que o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial da companhia. Diante desse cenário, as ações PCAR3 encerraram as negociações em alta de 4,15%, valendo…

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As ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) dispararam nesta quarta-feira (06) após divulgar que o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial da companhia.

Diante desse cenário, as ações PCAR3 encerraram as negociações em alta de 4,15%, valendo R$ 3,60. Na máxima da sessão, chegaram a atingir R$ 3,85, com valorização de 14,23%.

O plano, protocolado em 5 de maio, abrange os créditos quirografários não relacionados a operações correntes de fornecimento de produtos, mercadorias, prestação de serviços ou aluguéis (Créditos Sujeitos), no montante de R$ 4,568 bilhões, afirmou a empresa.

O GPA alcançou a adesão de credores que representam 57,49% dos créditos envolvidos, número acima do quórum mínimo previsto em lei para aprovação.

Situação do GPA (PCAR3)

De acordo com o GPA (PCAR3), com a homologação, os créditos passam à condição de novados, e cada credor receberá o pagamento conforme uma das três modalidades disponíveis no plano.

A companhia também classificou a reestruturação como parte de um movimento mais amplo de ajuste da sua estrutura de capital, com reflexos esperados tanto no custo da dívida quanto na posição de caixa de curto prazo.

Agora, o GPA informou que dará sequência aos atos necessários à implementação do plano, entre eles a celebração dos instrumentos relativos aos novos recursos, com captação de R$ 200 milhões, e dos instrumentos relativos aos créditos sujeitos.

Antes da recuperação, o perfil de endividamento da companhia concentrava vencimentos pesados nos anos iniciais.

Os números apresentados pelo GPA mostravam R$ 1,908 bilhão a vencer em 2026, R$ 1,029 bilhão em 2027, R$ 1,565 bilhão em 2028 e mais R$ 178 milhões em 2030, totalizando cerca de R$ 4,5 bilhões em amortizações.

Dessa forma, a empresa passa a ter cerca de R$ 2 bilhões em dívida pecuniária, agora com pagamentos escalonados até 2036.

Diferentemente da recuperação judicial, a recuperação extrajudicial permite que empresas em crise financeira renegociem dívidas diretamente com os credores. Nesse caso, o GPA busca acordos sobre a reestruturação de suas dívidas diretamente com os credores.

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