O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, nesta sexta-feira (6), durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia (MME), que o Executivo enfrenta divergências internas para manter a política econômica com responsabilidade fiscal.
“Ninguém nesse País pode falar mais de responsabilidade fiscal do que minha equipe econômica”, afirmou o presidente. As declarações ocorrem em meio às críticas sobre uma suposta falta de responsabilidade fiscal do governo.
“Esses meninos que ganham pouco, que se matam de trabalhar e são xingados, brigando com outros ministros porque nós temos que tirar dois tostões de um para colocar no outro. Ficam o ano inteiro brigando para manter a política fiscal com responsabilidade”, completou.

Lula fala sobre responsabilidade fiscal
De acordo com Lula, a dívida interna atual do Brasil é proporcionalmente menor que a de potências globais, como Estados Unidos, França, Japão e Itália.
Além disso, o presidente afirmou que o governo está encaminhando um orçamento com superávit, embora o resultado não corresponda ao que o mercado financeiro espera, mas ao que o Executivo considera possível alcançar.
“Nós estamos entregando o orçamento agora com superávit. Não é o que o sistema financeiro quer, porque ele quer tudo, mas é o que a gente pode fazer”, disse.
Lula também ressaltou que é necessário observar como o governo atual recebeu o país do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de questionar os resultados econômicos.
“Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas precisam dizer como é que nós pegamos esse governo”, destacou.
Próximos passos do presidente
Diante do cenário, o presidente rejeitou propostas de cortes no orçamento que atinjam medidas voltadas às classes mais baixas. “A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta, nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício”, declarou Lula.
O presidente também informou que vai analisar as medidas em estudo após retornar de sua viagem internacional à Turquia e às Filipinas. Ele embarca na segunda-feira (9), com retorno previsto para a semana seguinte.
Enquanto isso, os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, vão concluir as propostas para garantir o cumprimento do centro das metas fiscais, preservando os programas sociais e os compromissos assumidos pelo presidente.
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