O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negou, nesta segunda-feira (19), que medidas anunciadas recentemente pelo governo representem uma “bomba fiscal” para as contas públicas.
Entre as iniciativas estão o reajuste do Bolsa Família e o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com o presidente, as ações estão dentro das possibilidades fiscais e há espaço no orçamento para custeá-las.
Em declaração durante entrevista ao SBT News, Lula contestou a avaliação de que as medidas podem provocar um aumento expressivo das despesas públicas e questionou a classificação das iniciativas como uma bomba fiscal.
“Eu não sei de onde você tirou essa ideia de que é uma bomba que vai estourar… Não é bomba”, afirmou o presidente. Em seguida, reforçou que “tudo o que está sendo aprovado está nas possibilidades fiscais e no orçamento”.

Lula rebate críticas do mercado
As iniciativas têm sido avaliadas por especialistas do mercado financeiro como medidas de caráter eleitoreiro, com potencial de pressionar negativamente as contas públicas.
O presidente, porém, defendeu a condução dos gastos e afirmou que o governo não está comprometendo recursos além do que considera possível.
“Eu não preciso aprender responsabilidade com a Faria Lima. Responsabilidade eu tenho, porque eu sei como pai de família, como trabalhador de fábrica que recebe salário, que a gente não pode gastar o que a gente não tem”, declarou Lula.
O presidente acrescentou que o governo está gastando apenas aquilo que considera viável dentro das condições fiscais. A discussão ocorre em meio aos questionamentos sobre o equilíbrio das contas públicas e os efeitos das medidas adotadas em um período de atenção às despesas federais.
Remanejamento de R$ 20 bilhões
Ainda nesta segunda-feira, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou que deverá remanejar cerca de R$ 20 bilhões do orçamento de 2027 para acomodar medidas adotadas recentemente.
Além disso, a pasta destacou que o montante corresponde a pouco mais de 1% do total de despesas sujeitas ao limite de gastos. O ministério, no entanto, não detalhou quais iniciativas estão diretamente relacionadas à necessidade de reorganização dos recursos.
O remanejamento ocorre em meio às discussões sobre o espaço disponível no orçamento e a capacidade do governo de ampliar ou manter políticas públicas sem comprometer as metas fiscais.
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