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Clubes de futebol criticam possível proibição das bets pelo Governo Federal

Após o Governo Federal divulgar que está estudando uma Medida Provisória (MP) para proibir a atuação dos “cassinos online”, conhecidos como bets, no Brasil, os principais clubes de futebol do país se manifestaram contra a ideia. Nas publicações divulgadas nesta quinta-feira (17), os clubes afirmam que proibir o mercado no país irá gerar um desequilíbrio…

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Após o Governo Federal divulgar que está estudando uma Medida Provisória (MP) para proibir a atuação dos “cassinos online”, conhecidos como bets, no Brasil, os principais clubes de futebol do país se manifestaram contra a ideia.

Nas publicações divulgadas nesta quinta-feira (17), os clubes afirmam que proibir o mercado no país irá gerar um desequilíbrio financeiro no futebol, já que as bets são as principais patrocinadoras de diversos times brasileiros.

A postagem foi feita pelo perfil da Federação Paulista de Futebol no Instagram, em colaboração com Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos. Enquanto times como Botafogo, Fluminense e Vasco republicaram o manifesto.

Futebol contra o fim das bets

“Para muitas destas agremiações, especialmente aquelas localizadas no interior do país, não existe hoje outro segmento econômico capaz de substituir imediatamente esse investimento”, escreveram os times.

Além disso, afirmaram que as receitas geradas pelas bets são necessárias para “manter estruturas administrativas, centros de treinamento, profissionais, projetos sociais e departamentos que não gerem recursos suficientes para se sustentar de maneira independente, como parte do futebol feminino e a formação de futuros talentos, os primeiros investimentos ameaçados quando a receita cai de forma abrupta”, completaram.

A publicação destaca a opção de regulamentar o setor que o Brasil escolheu e afirma que uma mudança repentina na forma de atuação levaria o público a utilizar plataformas clandestinas.

“Inviabilizar esse modelo não fará com que as apostas deixem de existir. Apenas abrirá o caminho para que os consumidores migrem integralmente para plataformas clandestinas, que não pagam impostos, não respeitam limites, não oferecem instrumentos de proteção e não colaboram com as autoridades”, explicaram.

Impacto das apostas online

De acordo com uma pesquisa do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), feita pela FEA e USP e divulgada nesta quinta-feira (17), as bets podem ter custado até 1,1% do PIB brasileiro em 2025.

O estudo aponta que a redução do consumo provocada pelas apostas online teria retirado entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões da atividade econômica do Brasil ao longo do ano, o que corresponde a cerca de 0,9% a 1,1% do PIB.

Além disso, o levantamento mostra que a perda estimada corresponde a algo entre 40% e 50% de todo o crescimento da economia em 2025, saldo cerca de cinco vezes maior que as estimativas do impacto do tarifaço americano sobre o PIB brasileiro.

Projeto contra as bets

No início desta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as bets. “Estamos tomando decisões e logo logo a gente vai anunciar a decisão que a gente vai tomar em relação a isso, porque é uma doença, não é um jogo. É a indução de inocentes a um vício”, disse Lula em entrevista coletiva recente.

Recentemente, um projeto de lei, proposto pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que proíbe publicidade de bets também avançou no Senado, após aprovação pela Comissão de Ciência e Tecnologia.

Agora, é necessário somente o aval da Comissão de Assuntos Sociais para passar pelo órgão, sem a necessidade da votação no plenário.

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