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Cade aprova compra de 18 postos pelo Assaí (ASAI3) por até R$ 80 milhões

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta segunda-feira (28), sem restrições, o pedido do Assaí (ASAI3) para aquisição de 18 postos de combustíveis do Centro de Conveniências Millennium, instalados em lojas da rede no estado de São Paulo, por um valor que pode chegar a R$ 80 milhões. A decisão elimina uma das…

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta segunda-feira (28), sem restrições, o pedido do Assaí (ASAI3) para aquisição de 18 postos de combustíveis do Centro de Conveniências Millennium, instalados em lojas da rede no estado de São Paulo, por um valor que pode chegar a R$ 80 milhões.

A decisão elimina uma das etapas regulatórias da transação e abre caminho para a incorporação dos postos ao negócio do Assaí. Assim, a varejista dá continuidade ao processo de compra, com o objetivo de expandir as frentes que compõem o ecossistema da companhia.

Além disso, o movimento adiciona uma nova fonte potencial de receitas às unidades que receberão os postos. A longo prazo, o Assaí estima superar 100 postos, condicionados a estudos de viabilidade.

Assaí (ASAI3) busca expansão

De acordo com o Assaí (ASAI3), a entrada no segmento de combustíveis amplia as opções de conveniência oferecidas e permite reunir diferentes necessidades dos consumidores em uma mesma jornada.

Além disso, outros movimentos nesse sentido incluem as Marcas Próprias, a entrada no segmento de farmácias e a venda por aplicativos como iFood, Rappi e Mercado Livre.

“Estamos aproveitando a escala de veículos e consumidores que circulam nas lojas para criar novas oportunidades de receita e ampliar o valor gerado”, diz Belmiro Gomes, CEO do Assaí.

Apesar da aprovação, as ações do Assaí, ASAI3, operam em queda nesta segunda-feira. Por volta das 15h35 (horário de Brasília), os papéis caíam 2,19%, a R$ 10,26.

Por mês, o Assaí atende mais de 40 milhões de clientes e estima um fluxo de aproximadamente 20 milhões de veículos mensais em suas lojas.

O que dizem os analistas?

Para os analistas do JPMorgan, a operação do Assaí tem um pequeno impacto positivo para a varejista.

“A transação é pequena (menos de 0,5% do valor de mercado), mas está alinhada à fala da administração sobre desenvolver novas avenidas de crescimento para monetizar o tráfego da base de lojas do Assaí (cerca de 20 milhões de carros por mês, segundo a companhia), na mesma linha das iniciativas de drogarias e serviços financeiros”, dizem os analistas.

Ademais, considerando o valor por posto, a companhia deverá pagar no máximo cerca de R$ 4,4 milhões por unidade, acima do nível de aproximadamente R$ 2,7 milhões pelo qual o GPA (PCAR3) vendeu postos para o Grupo Ultra em 2024.

“Dito isso, suspeitamos que os ativos do Assaí apresentem tráfego e rentabilidade maiores em comparação com os postos de combustíveis do GPA, enquanto o valor total pago é imaterial para o Assaí. Negociando a 11,5 vezes o P/L (preço sobre o lucro) ajustado estimado para 2027, mantemos nossa recomendação Neutra para o Assaí”, diz o JPMorgan.

Por fim, a expansão do Assaí mostra como grandes empresas buscam novas fontes de receita para crescer. Para acompanhar oportunidades no mercado de ações, conheça as carteiras recomendadas da Orion Research. Clique aqui!

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